2020 Setembro 30

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30 de Setembro, 20200

Uma equipa técnica da Hungria encontra-se em Cabo Verde para apoiar o país na montagem do projecto de mobilização de água para a agricultura, no quadro da linha de crédito de 35 milhões de euros (3,8 milhões de contos).

Segundo o presidente do conselho de administração da Agência Nacional de Água e Saneamento (ANAS), Miguel da Moura, esta equipa está no país para ajudar as autoridades nacionais a escolher os locais onde o projecto vai ser implantado, bem como as tecnologias a serem instaladas.

“Para além de ser o provedor dos recursos financeiros, a Hungria vai ser o provedor da tecnologia e de conhecimentos em matéria de gestão”, disse.

O projeto tem duas componentes, designadamente a dessalinização da água salobra e a reutilização das águas residuais, a partir das Estações de Tratamento de Águas Residuais (ETAR).

Essa equipa vem trabalhar juntamente com a equipa nacional na definição dos locais que têm propensão, potencialidade agrícola, e onde há disponibilidade de água salobra para ser dessalinizada”, explicou Miguel da Moura, PCA da ANAS.

Entretanto, Miguel da Moura adiantou que as autoridades nacionais já têm identificados cerca de 60 furos nas várias localidades onde a água está salobra. Igualmente já foram identificadas as ETAR de Santiago, São Vicente, Maio e Boa Vista como sendo possíveis locais para implantação do projeto.

“Vamos trabalhar nessas localidades e a partir daí vamos escolher os sítios específicos onde instalar o projecto”, disse, indicando que estudos também estão em curso para se definir a quantidade ou o volume de água a ser extraído para dessalinizar em cada um dos furos e que tipo de dessalinizadora deve ser instalada.

Com este projeto o Governo pretende aumentar a disponibilidade da água para o sector da agricultura a um preço mais reduzido, de forma a tornar o sector mais competitivo e aumentando a sua cadeia de valor no processo produtivo em Cabo Verde.

O projeto vai ser gerido pela empresa Águas de Rega e a intenção, segundo Miguel da Maura, é que seja o sector agrícola, depois de transformado, o financiador do pagamento da linha de crédito de 35 milhões de euros concedidos pela Hungria.

“Nós estamos a querer aproveitar para tornar Água de Rega uma empresa muito robusta, capaz de entregar água aos agricultores na hora certa, quantidade combinada, qualidade certificada de tal forma que o agricultor não terá mais a necessidade de ele mesmo estar atrás de consertar uma bomba ou um motor, porque a empresa com base em contrato vai ter que entregar a qualidade prometida e a quantidade desejada na hora certa”, frisou.

O projeto vai ser lançado nos próximos dias e a previsão é que dentro de quatro anos esteja completamente implementado.